Um passeio pelo Museu do Amanhã

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A Inauguração do Museu do Amanhã atraiu mais de 20 mil visitantes, nos dois primeiros dias. Por fora, uma arquitetura inspirada nas bromélias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, assinada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Por dentro, zonas interativas, uma sala de cinema 360 graus, um auditório com instalações adaptadas para portadores de deficiência, um salão de exposições e um restaurante com vista panorâmica. O Museu do Amanhã ganhou instantaneamente a simpatia de moradores e turistas do Rio de Janeiro. Nos dois primeiros dias, o Museu ficou aberto ao público por 33 horas ininterruptas. Nem mesmo a espera, que podia ultrapassar uma hora e meia na fila, desanimou o público, que se abrigou do sol intenso sob a cobertura do museu, que avança na renovada Praça Mauá.
No térreo do museu, o destaque é a área livre, que pode ser visitada por qualquer pessoa, sem necessidade de pagar ingresso, formando um grande parque à beira-mar, com largos espelhos d´água e muitas árvores, que vão transformar o local em um novo cartão-postal do Rio de Janeiro. Logo na entrada, um globo terrestre suspenso é a primeira atração e vira cenário obrigatório para as fotografias dos visitantes.
Por meio de duas escadas, chega-se ao segundo andar, onde estão as exposições principais. Um grande globo de acrílico preto abriga uma sala de cinema em 360 graus, onde passa um documentário de 8 minutos sobre as origens do universo. Depois, o visitante pode explorar, em telas de toque, mais informações sobre o que assistiu.
O próximo passo são quatro salas, em formato de cubos, nos quais imagens e fotografias retratam o planeta Terra, dividido em Matéria, Vida e Pensamento. Um próximo espaço é o chamado Antropoceno, onde são projetadas, em telas de 10 metros de altura por 3 metros de largura, imagens sobre a ação do homem no planeta e a devastação que estamos impingindo à natureza.
Em seguida, o visitante é levado ao espaço Amanhãs, no qual são apresentadas as tendências para os próximos 50 anos e os cenários possíveis, dependendo da participação de cada um.
Por último, ao final da visita, a área Nós, um espaço em forma de oca indígena, construída em madeira vazada, iluminado com mais de mil lâmpadas que mudam de cor e sonorizado com uma trilha sonora suave. No centro da oca, um “Churinga” – o único objeto em exibição no museu é uma peça das antigas civilizações aborígenes australianas que representa todo o conhecimento e uma espécie de conexão entre passado, presente e futuro. A área Nós é um espaço para reflexão.
Não é só um museu de ciências, mas um pensar sobre nós mesmos, sobre o que está ocorrendo aqui, pela via da ciência, do entretenimento, da cultura e da arte. O conceito essencial do museu é que o amanhã não está pronto, não é único, é uma construção. A proposta é oferecer ao público uma jornada de exploração onde as pessoas vão passando pelas etapas para se capacitar e explorar cenários futuros possíveis, e refletir que isso vai depender das escolhas que nós fizermos.
O museu abre de terça-feira a domingo, de 10h às 18h. Há gratuidades para alunos da rede pública, crianças até 5 anos, pessoas a partir de 60 anos, professores da rede pública, entre outros grupos. Nas terças-feiras, o ingresso é gratuito para todos.

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