Nutrição Funcional e Saúde Intestinal: Um Equilíbio Necessário!

Você já parou para pensar que o seu intestino pode estar sendo a causa de uma série de sinais e sintomas que vem ocorrendo em seu corpo, inclusive, a dificuldade de perca de peso? Compreenda melhor esse processo e como a Nutrição Funcional pode lhe auxiliar!
Lifestyle-ed0911A Nutrição Funcional é uma ciência que tem como foco principal a individualidade bioquímica, isso significa que cada organismo é único, com necessidades nutricionais únicas, deficiências únicas, metabolismo único, desequilíbrios únicos e tendências únicas a desenvolver doenças. Portanto, foca na modulação dos desequilíbrios do corpo, bem como a obtenção de resultados de estética ou performance esportiva por meio de planos alimentares e suplementação individualizados.
Assim, em vez de limitar-se em prescrição de dieta com alimentos tidos como saudáveis (pois o que é saudável para uma pessoa, pode causar doença a outra), a Nutrição Funcional rastreia os antecedentes, gatilhos, sinais e sintomas de cada paciente por meio de rastreamento metabólico e os relaciona com os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga aos sistemas no organismo que desencadeiam doenças e comprometem também a parte estética, principalmente a perca de peso.
Mas qual é exatamente a relação entre a Nutrição Funcional e o Intestino?
O nosso intestino possui inúmeras bactérias e o equilíbrio entre elas é essencial para nossa saúde e bem-estar. Síndrome do intestino irritável, sintomas de má digestão, como azia, excesso de gases e barriga inchada, diarreia, prisão de ventre, gastrites, candidíase, intolerância à lactose, cansaço e dores crônicas, artrite reumatoide, vários tipos de câncer e algumas patologias ligadas ao sistema nervoso como TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), autismo, depressão, entre tantos outros males, podem ser decorrentes de uma flora intestinal desequilibrada. E, além de todos esses efeitos nocivos à saúde, o desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose intestinal, também tem influência no sobrepeso e obesidade.
A mucosa intestinal é formada por uma camada de células que separa o intestino da circulação sanguínea. Esta barreira celular pode ser considerada uma “peneira inteligente”, pois quando está funcionando normalmente, consegue separar o que vai ser absorvido e levado até o fígado para metabolização do que deve ser eliminado. Porém, esse intestino estando alterado ocorreuma sobrecarga da permeabilidade da mucosa intestinal e função hepática de destoxificação.

Várias são as causas para esse processo acontecer, como:
– O número crescente de substancias “estranhas” nos alimentos industrializados;
– Poluentes ambientais que penetram em nosso corpo não só pela boca, mas também pela pele e respiração;
– Uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios;
– Antibioticoterapia indiscriminada;
– Laxantes e purgativos em excesso;
– Disfunções de fígado e pâncreas;
– Baixo consumo de “comida de verdade”, ou seja, alimentos naturais.

O processo de digestão, separação e absorção intestinal não poderia existir sem a ajuda da flora intestinal (chamada de microbiota intestinal). A microbiota intestinal é composta por bactérias, vírus, fungos e outros micro-organismos benéficos quase que na sua totalidade. O equilíbrio desta flora impede que micro-organismos patogênicos cresçam e provoquem doenças no corpo. O desequilíbrio da flora intestinal é chamado de disbiose intestinal.
Por conta da disbiose, essas macromoléculas agressoras são absorvidas,o que leva a uma sobrecarga no fígado que tenta eliminá-las através da destoxificação e ativação do sistema imunológico gerando alergias tardias. A desregulação desses processos levam a inúmeras alterações e ao aparecimento de doençascomo enxaquecas, alergias de pele, depressão, diarreias ou constipação, dislipidemias (diminuição do HDL, aumento do colesterol e LDL), gastrite, fibromialgia, obesidade, estresse, candidíase crônica, alergias e intolerâncias alimentares, entre outras doenças dependendo do órgão alvo.

O que podemos fazer para regularizar isso? Consumir alimentos prebióticos.Dentre eles estão a cebola, o alho, tomate, banana, sementes, talos de raízes,cenoura, couve-flor, repolho, chicória, alho-poró, além de frutas, farinha ou biomassa de banana verde e leguminosas. No entanto dependendo do grau de disbiose o indivíduo não consiga consumir estes alimentos por conta da formação de gases causada pelos mesmos, nesses casos é interessante fazer inicialmente a modulação da microbiota intestinal com probióticos (bactérias benéficas que vão modular a microbiota intestinal), uso de alguns aminoácidos e fazer retirada momentânea de alimentos que contenham moléculas agressoras à mucosa intestinal. Diminuir o consumo de doces em geral, açúcares, farinhas brancas, medicamentos de uso indiscriminado, álcool, cigarro, beber bastante água e praticar atividade física também ajudam no processo, mas cada caso deve ser analisado individualmente, pois cada organismo é único e seu tratamento também deve ser.

Dra. Ismênya Linhares
Nutricionista Clínica Funcional,
Esportiva e Fitoterapia.
Avenida Dr. Guarany, 255
Clínica Sandro Ponte
(em frente ao SAMU)
Derby Clube, Sobral-CE
Contatos: (88) 3613 2900 / 3611 3445 Cell: 9.9780.1000
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