Família: força agregadora

O termo “família” provém do latim famulus, “criado” ou “servidor”. Aristóteles, ícone da filosofia grega, dizia ser a família uma comunidade de todos os dias, “com a incumbência de atender as necessidades primárias e permanentes do lar”. Já Cicero, considerado o maior orador romano cunhou essa expressão consagrada, pelo tempo, segundo a qual a família é “princípio da cidade e origem ou semente do estado”. Já os léxicos particularmente o pai, a mãe e os filhos, como também as pessoas do mesmo sangue, da mesma ascendência e origem.
Na minha concepção, família é a expressão vocabular muito vasta e abrangente em toda sua extensão institucional. Família é o conjunto de ascendentes e descendentes, colaterais e afins de uma linhagem, realçando o teor físico em uma estratificação social, em que se reconhecem a habitualidade daquilo que é familiar, havendo sempre o domínio, perfeitamente assertivo, assuntando nas reflexões e pensamentos da mesma estirpe.
A família concentra-se no núcleo de uma célula–mãe, constituindo uma sociedade que agrega, equilibra, fazendo intuir o homem a viver em grupo com os demais componentes, harmonizando o nível de compreensão, lapidando as arestas do sentimento.
A família em sua essência traz em seu invólucro, o cenário de um cenáculo, onde as pessoas se reúnem para uma vivência e convivência pacífica, inundada de amor, paz, amizade e harmonia.

O homem como ser humano, racional e social vive em busca de si mesmo, de sua identidade, de sua afinidade nos relacionamentos de natureza familiar, profissional, cultural e religiosa. Há uma interligação profunda, dentro da animosidade, na busca do alcance de todos esses segmentos.

O fator primordial de uma criança, de um adolescente ser bem elaborado emocionalmente é a projeção da presença e da imagem dos reflexos dos pais para a formação de suas personalidades, A orientação, o acompanhamento na Escola, as amizades têm que ser vivenciadas sob eterna vigilância. Os pais não podem ficar omissos a todo esse contexto circunstancial. O ônus que a vida nos cobra como pais é muito elevado. A responsabilidade nossa é imensurável, sem fronteiras.
A maior força agregadora a que atribuo à família, é a aproximação e interação, com a prática constante de diálogos, do cultivar, cativando, fluindo todo um favorecimento de aflorar, enflorar e aprofundar os laços de amizade e confiança, sem a presença do medo, da autoridade exacerbada, que faz derivar para outro direcionamento, sem o leme que orienta e norteia o relacionamento entre pais e filhos.
A vida de todos nós se sustenta entre três patamares: família, trabalho e religião; não cabe em nenhum deles fanatismo nem desconhecimento. Tudo depende do apreço, atenção e valor que atribuímos a cada um. O homem não pode viver desagregado, desgarrado, sem uma família que seja o seu referencial de vida. O trabalho é a própria sobrevivência e tem que ser moldado em uma infraestrutura sólida, para a colheita de frutos benfazejos. Quanto à religião, está ligada à cultura, ao credo e à prática fiel dos ensinamentos que advém de nossos princípios.
Façamos do nosso coração um templo sagrado, habitado do mais nobre sentimento, que é o amor, que também acolhe a crença, a fé e a convicção.
Vamos nos inteirar para uma interação familiar legítima, próspera e benfeitora a todos nós. A família se sagra e se consagra pela união de seus filhos, agregando e ajuntando valores e sentimentos que só tem a acrescer e edificar a nossa construção espiritual, elevando-se em todos os degraus que nos aproxima do próximo e do nosso Pai.

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