Estou endividado! Qual crédito usar? O que fazer?
Tiago
Thiago Dias Parente Professor da UFC/Sobral Consultor da Aliança – Soluções Empresariais

A crise é menor do que se está comentando, mas ela já chegou. Para alguns, quase não está afetando o seu cotidiano, mas para outros, já reduziu suas horas dormidas à noite. A prevenção para não se perder em seu orçamento é simples e difícil, reduzir gastos.
Reduzir gastos é mais saudável que ficar preso a empréstimos não planejados, mas a dificuldade é: quais gastos são prioritários? Isso irá variar em cada pessoa ou família, porém, nesse momento deverá ser usada a flexibilidade. Mas uma dica simples eu posso falar, não corte todos os seus lazeres.
Mas vamos falar sobre a situação já endividada. Primeiramente, colocar no papel todos os gastos e o período de pagamento respectivo. Caso não tenha essa habilidade, é sempre bom buscar um profissional, ele irá custar menos que uma tomada de decisão errada. Você pode estar endividado de diversas formas, mas algumas delas você deve evitar. Irei comentar as opções disponíveis do mercado, começando pela melhor opção até a que possui a maior taxa de juros.
A primeira e melhor opção é o crédito pessoal. Como critério, irá ser avaliado seu histórico e esse possui uma taxa de juros anual em torno de 48% ao ano ou 3,32% ao mês. Converse com o seu gerente para lhe apresentar esta opção.
A segunda opção é o parcelamento da fatura do cartão de crédito, que está cobrando em média 119% ao ano ou 6,75% ao mês. Pode ser resolvido com o gerente ou pelo telefone.
A terceira opção e que já se torna inviável para o orçamento, é o cheque especial. É um crédito fácil e rápido fornecido pelas instituições financeiras, porém irá ser cobrada uma taxa de 240% ao ano ou 10,74% ao mês. Usando esse modelo de crédito em uma empresa, quer dizer que irá consumir parte de seu lucro e não será repassado no preço para o consumidor.
A última opção, a mais impactante para o consumidor e que cresceu no último ano em 17% o uso dela, foi o crédito rotativo. Por esse nome não sabemos que crédito é esse, mas irei explicar de forma objetiva e você irá saber qual é, e se duvidar, já usou ou já pensou em usar. Ela é a operação em que o cliente financia o valor não pago na fatura após pagar somente uma parte. Esse crédito irá possuir uma taxa média de 370% ao ano ou 14% ao mês, em resumo, quer dizer que em seis meses, sua dívida terá dobrado. No fim de julho, o ranking de taxas do Banco Central mostrava que os juros do cartão de crédito rotativo iam de 70,42% ao ano a 794,95% ao ano.
Para demonstrar de forma mais simples, iremos usar a seguinte situação: supondo que a pessoa tenha uma dívida de R$ 6.000,00 e um prazo de 12 meses para pagá-las, usando uma das quatro opções de crédito, irei demonstrar na tabela abaixo, qual seria os juros pago ao longo dos 12 meses e qual seria o valor pago total.

Lifestyle edição 09 fechada

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